quarta-feira, abril 14, 2010

Se eu fosse uma caneta durante um dia


Se eu fosse uma caneta o meu dono seria um escritor. Ele tratar-me-ia com muito carinho. Eu escreveria livros com belas poesias. Viveria numa bolsa com os meus amigos: lápis, lapiseira, borracha e afiadeira ao lado do computador.
De repente apareceria na bolsa outra caneta de cor preta que me levaria os amigos, ficaria muito triste e só assim resolveria sair da bolsa para procurar e tentar reconquistar os meus amigos. Iria a correr perguntar ao computador para onde teriam ido. E o computador responderia:
-Há pouco vi-os passar por aqui. Parece-me que eles foram para o concurso de material, no parque.
Se eu fosse uma caneta quando escrevesse uma poesia triste, só me apeteceria fugir. Eu ficaria muito assustada, choraria derramando lágrimas azuis.
Com as poesias de amor sentiria muita alegria e vontade de escrever. Essas poesias animariam o meu coração e fariam-me apaixonar pelo papel.
Nas poesias de escárnio e maldizer sentiria ódio e desprezo que em alguns segundos a minha cor mudaria para vermelho.
Se eu fosse uma caneta acabaria o dia muito cansada, de tanto escrever!
Texto colectivo


TURMINHA G - 4.º ANO

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